
Ela se mostrava a cada dia, a cada instante, a cada conversa, ela se mostrava transparente. Era a baleza que todos viam, porém a clareza que quase ninguém conseguia ou podia ver. Era assim, mulher/menina ainda, brincadeiras/conselhos, amada/odiada. Era ela, Alana.
Ao levantar naquele outro dia, pansava na roupa que usaria e no olhar que mostraria. Um caráter mostrado e ocultado, uma alegria linda e viva. Viva entre as amigas, entre verdadeiras amigas.
À procura de caminhos a seguir, rumou para o martírio e alegria de todas as manhãs. A encontrou e a olhou bem fundo nos olhos, lhe abraçou, pegou nos seus cabelos curtos e sentiu o seu perfume doce do qual realmente gostava. Sabia, tinha certeza, era ela a verdadeira amizade, a que poderia sim, mostrar o seu eu mais verdadeiro.
Sentou e poderia conversar horas à fio, ouvi-la horas à fio. Sentia que era a verdade que estava ali, concreta, em peso. A pura realidade, o amor e a amizade que as unia.
Era uma mulher, uma mulher feliz e em definição. Sem rumos certos, mas com exelentes companhias.
Uma mulher que será realizada, com o passar do tempo.Assim, que aprendesse que o caminho certo era incerto, mas que a soberania da escolha era dela. Só dela.
A criança que tinha suas prórprias escolhas. A mulher que tinha suas próprias escolhas.
Uma canção infantil em ritmo de funk; um poema em construção; uma rosa desabrochando.
